Páginas

terça-feira, 22 de março de 2011

(Dizem que me devia dedicar à poesia)

Deixa-me estar assim... Perdido.
Perdido num mundo que não é o meu
Perdido algures, onde o sonho morreu.

Deixa-me estar...

Habituar-me à dôr que em mim entrou
Sem pedir licença e levou
O brilho que mesmo em dias escuros iluminava
Contorbados caminhos,
Esses por onde passava!

Deixa-me, se não mais, sobreviver
Tentar respirar sem sentir dificuldade
Pensar que ainda me acompanho de tenra idade...

Deixa-me ao menos perceber
O motivo para a felicidade acabar!

Por cores vivas eu procuro
Qualquer que seja, que me esconda do que é escuro
Um tom leve e quente que me aqueça a máquina
Pela dôr cansada
E me traga
A  paz ansiada.

Permite, por favor, meu sorriso voltar a aparecer
Minha alma deixar de doer
E que os meus olhos voltem a reflectir a luz
Que um dia tive em mim.


(um dia, quem sabe, quando os poemas voltarem a ser sorridentes...)

4 comentários:

  1. e dizem bem :)

    Pois... acho que o problema foi mesmo esse, estar tanto tempo sem escrever.

    ResponderEliminar
  2. O tempo é um bom conselheiro
    bjs*

    ResponderEliminar
  3. Eu gostei mas sabes... tanta rima faz lembrar aqueles poemas dos miúdos da primária que nem dor sabem o que é.

    No entanto, expressaste bastante bem pelo meio de palavras anexadas com sentimento de liberdade.

    Gostei.

    ResponderEliminar