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domingo, 23 de setembro de 2012

Efémero é, efémero foi.

Recordar momentos felizes? O engano está aí mesmo. Não se recorda o efémero, pelo contrário: arruma-mo-lo numa gaveta trancada a sete chaves. 
Recordar o efémero é trazer para o presente a ilusão de um passado de partilha e cumplicidade, de sorrisos que a certa altura pareceram cimentar algo que afinal nunca existiu. 
De todos os crimes, cometi o mais grave: permanecer fiel a mim mesmo. 

domingo, 24 de junho de 2012

É tempo...

... de esquecer de vez os defuntos que com o passado devem ser enterrados. Tenho a melhor pessoa do mundo ao meu lado, que mais posso eu pedir?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Do tempo

É verdade que ele passa e que vai disfarçando as marcas deixadas por outras alturas, que de tão distantes quase chegam a parecer pertencer a uma outra vida. Ele faz-nos ver, pensar e concluir o porquê de tantas coisas, ao mesmo tempo que nos deixa várias perguntas por responder. E até nisso ele nos torna sábios, porque nem tudo tem de ter uma explicação óbvia, e com o seu passar percebemos isso também. 
Mas, além deste tempo apressado que por nós passa, numa correria de olá e adeus que nos deixa baralhados, são os anjos com quem nos encontramos que fazem tudo fazer sentido e valer a pena. É que por mais força que se tenha, sem eles não haveria pergunta sem resposta que deixasse de fazer sentido ser respondida, nem dor que passasse, nem sol da manhã que nos iluminasse os dias.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

E a verdade...

... É que a distância apenas serve para percebermos que conseguimos viver sem a outra pessoa. 

E por mais que a lembrança perdure, não dá para ficar o resto da vida na fossa.