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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dela

Errar uma vez é humano. Cometer o mesmo erro vezes sem conta é idiotice.
Por mais compreensível que seja, contentarmo-nos com algo que sabemos que está errado roça a estupidez, sejam quais forem as circunstâncias. Elas dificultam, é um facto, mas não nos tiram a força que nos faz capazes de virar tudo do avesso e arrumar as coisas nos lugares certos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Este Outono...

... Como tantos outros, trouxe agitação e mudança. Com os cair das folhas das árvores, caem também as esperanças trazidas pelo Verão, e as respostas que surgem continuam a ser incompletas para a complexidade das perguntas. 
É no Outono que a natureza pinta com cores fortes toda a velharia que precisa ser reciclada, destacando-a, como que numa tentativa de o avisar de onde é necessário afastar-se para evitar aguaceiros evitáveis. Mas, como sempre, nada pode ser tão linear, nada pode ser evitado por completo e, quando menos espera, lá está ele novamente a contemplar a paisagem com os olhos do coração, ignorando as cores de emergência e deixando que essas árvores de folha caduca o arrebatam com toda a sua antiguidade. 
Para ele é impossível evitar o que sente. Gosta do Outono e a cor laranja-avermelhado que se espalha no horizonte deixa-o sorridente e com a ilusão de que tudo é possível;  de que as temperaturas frescas terão o efeito inverso e lhe aconchegarão o coração, mantendo-o quente. Por isso ele arrisca e fala de sentires, esperando não a reciprocidade dos mesmos, mas a sinceridade da resposta. E desilude-se. Questiona o que não vale a pena ser questionado, tenta compreender o incompreensível, insiste mais só mais uma vez - porque nunca se sabe se não valerá a pena - e pára. 
Agora ele promete não voltar a fazer o mesmo, consciente de que nunca cumprirá essa promessa porque dentro dele vive a inocência e a vontade de acreditar, a certeza de que tudo tem a sua razão de ser e que um dia, quando chegar altura certa, o Outono voltará a ser sorridente como ele sempre o imaginou e no coração a estação será quente, solarenga e alegre.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pois...

«Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe da, ou pelo tormento que provoca»

... O tormento.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

E de repente...

... É como se batesse a saudade de algo que nunca tiveste. Um amor maior que anseias sentir, uma experiência eivada de loucura que te faça perder a respiração, mas que por teimosia a repetes, uma e outra vez. Mas aí ligas a música e deixaste embalar pelas batidas frenéticas desse piano, que te embalam e te deixam em recobro, até adormeceres essa falta de alguma coisa, que te faz tremer a alma.  
Infelizmente nada hiberna para sempre e tu sabes disso. 

domingo, 24 de junho de 2012

É tempo...

... de esquecer de vez os defuntos que com o passado devem ser enterrados. Tenho a melhor pessoa do mundo ao meu lado, que mais posso eu pedir?

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Do Amor

«Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you»


Ele também é feito disto. 
E é tão fantástico como às vezes um «amo-te» parece não ser suficiente para descrever o que cá por dentro se passa.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Três anos depois disto...

«Ela é pequenina por fora, grande por dentro. É daqueles amores de trazer sempre no coração em que é preciso controlar a emoção a cada dia que estamos juntos, quando cresce a vontade de dar um daqueles abraços de estalar as costelas.
Hoje, a Sra. simpática das limpezas ficou meio espantada por nos ver agarrados, em pleno centro comercial:
- Vêm de férias, ou vão de férias? - perguntava ela.
Rimos e explicámos que aquilo que nos une é amor, do mais puro que há. Porque não nos víamos há apenas um dia e a saudade já era tanta... »
 
 20/02/2009, (Des)complexo, blogue pessoal
 
... Não lhe mudo uma única virgula, porque amores de verdade são para a vida. E eu sempre soube disso.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Este ano que ainda é novo...

... Começou acompanhado de fogos de artifício e banhos de mar salgado. 
E depois de me despedir daquele mar que tanto peso me tira da alma, é tempo de ganhar coragem, esquecer a preguiça e dedicar-me ao que neste momento mais importa.

sábado, 31 de dezembro de 2011

O que ninguém sabe...

... É que o inicio deste ano que agora acaba foi negro como nenhum outro de que tenha memória... Mas em troca trouxe-me tantas outras coisas que além da saudade que hoje me trazem, me encheram o coração de grandes sentires e saberes que compensaram tudo o resto.
Hoje, quase um ano depois, respiro fundo pensando para mim mesmo que saí a ganhar e muito, pois não há desilusão que apague o que depois se seguiu.

E assim me despeço, com um até 2012, certo de que o melhor ainda está para vir!
Feliz ano novo!

sábado, 17 de dezembro de 2011

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Do tempo

É verdade que ele passa e que vai disfarçando as marcas deixadas por outras alturas, que de tão distantes quase chegam a parecer pertencer a uma outra vida. Ele faz-nos ver, pensar e concluir o porquê de tantas coisas, ao mesmo tempo que nos deixa várias perguntas por responder. E até nisso ele nos torna sábios, porque nem tudo tem de ter uma explicação óbvia, e com o seu passar percebemos isso também. 
Mas, além deste tempo apressado que por nós passa, numa correria de olá e adeus que nos deixa baralhados, são os anjos com quem nos encontramos que fazem tudo fazer sentido e valer a pena. É que por mais força que se tenha, sem eles não haveria pergunta sem resposta que deixasse de fazer sentido ser respondida, nem dor que passasse, nem sol da manhã que nos iluminasse os dias.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Em modo repeat...

... A música vai tocando e eu toco com ela:


«Close your eyes so you don't feel them
They don't need to see you cry 
I can't promise I can heal you
But if you want o, I will try

I sing this summer serenade
The past is done we've been betrayed
It's true
Someone said the truth will out
I believe without a doubt

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Imprevistos

E a verdade é que, aconteça o que acontecer, quando é preciso esquecem-se as divergências e movem-se esforços para dobrar as situações surpresa que vão aparecendo. Laços de amor e amizade que falam mais alto, capazes de mover céus e terras, unindo esforços por um objectivo em comum. E por isto sim, vale sempre a pena!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Nunca uma frase se aplicou tão bem:

«Dá-lhe asas para voar, motivos para ficar e raízes para voltar.»

Porque aqui por estes lados a vida vai seguindo o seu rumo, dando-me a cada novo dia um novo motivo para sorrir com o coração.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Aquela sensação...

... De que se está no lugar certo, no tempo exacto, tem andado comigo desde que cá cheguei. Porque são muitos os anjos que esbarram comigo a cada esquina, é impossível, mesmo em dias frios e cinzentos, deixar de sentir o coração cheio. 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sentado...

... num qualquer banco de praça, a ver o Outono passar; a sentir o ar fresco arrepiar-me a pele e a esperança a aquecer-me o coração. E assim o tempo passa, as coisas acontecem e eu rendo-me à ideia de que o tem de ser tem muita força. Mas só desta vez.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

É mais ou menos isto:

«Um ponto de luz que me conduz, aceso na alma.»*

Porque em dias em que o sol escasseia, a temperatura desde e a precipitação se faz sentir presente de forma constante, também um coração, alegre de feitio, sente saudade... E não há aparelho calorífico que seja capaz de substituir o calor de um abraço.

* Sara Tavares - Ponto de Luz

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

É como costumo dizer:

Se há um ano atrás tivesse visto como ia estar/ser hoje, eu não ia acreditar. É que se antes as mudanças já aconteciam depressa, agora a velocidade duplicou. E depois de num só dia, me terem cantado os parabéns quatro vezes, ter feito jantar para treze pessoas, levado com uma fatia de bolo na cara (diz que é praxe aqui por estes lados), ter sido empurrado para cima de uma coluna contemplando a vista panorâmica sobre a discoteca, são ainda muitas mais as coisas que quero fazer! Porque aqui não há limites, quando o que nos move é o coração.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Do fim de semana...

Praia Grande, Sintra
Um dia a A. disse que «a casa é onde mora o coração», e eu não podia estar mais de acordo. É sempre bom voltar a rever o local ao qual sempre chamámos casa e as pessoas às quais um dia escolhemos para fazerem parte da nossa vida. E tal como ela disse «eu posso viajar pelo mundo inteiro mas a casa é onde mora o coração, e o meu vive» lá.