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segunda-feira, 31 de março de 2014

Agradecer...

... Porque, afinal, o que importa é sentir, certo? 

Os contos de fadas são bonitos e dizem-nos que no amor tudo são rosas. E é verdade. Nós é que nos esquecemos que as rosas, além de belas, também têm espinhos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

[Privado]

[Receio? Medo? Incerteza? Há dias em que me invadem e me fazem descrente. E nesses dias sei que tenho de ter força... em dose familiar.]

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Saudade...

... De trabalhar e dos sorrisos que isso me trouxe, de conduzir em dias de sol com o vento a despentear-me o cabelo, de ir até à praia a qualquer hora, de me sentir... 
... senhor do meu nariz como sempre fui.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Coisa há que não se explicam...

... E esta certeza de que vai tudo correr bem é uma delas.
De pé, bem fime e com a força de uma rocha, nada parece demasiado complicado quando a voz interior nos diz "avança!"

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Este Outono...

... Como tantos outros, trouxe agitação e mudança. Com os cair das folhas das árvores, caem também as esperanças trazidas pelo Verão, e as respostas que surgem continuam a ser incompletas para a complexidade das perguntas. 
É no Outono que a natureza pinta com cores fortes toda a velharia que precisa ser reciclada, destacando-a, como que numa tentativa de o avisar de onde é necessário afastar-se para evitar aguaceiros evitáveis. Mas, como sempre, nada pode ser tão linear, nada pode ser evitado por completo e, quando menos espera, lá está ele novamente a contemplar a paisagem com os olhos do coração, ignorando as cores de emergência e deixando que essas árvores de folha caduca o arrebatam com toda a sua antiguidade. 
Para ele é impossível evitar o que sente. Gosta do Outono e a cor laranja-avermelhado que se espalha no horizonte deixa-o sorridente e com a ilusão de que tudo é possível;  de que as temperaturas frescas terão o efeito inverso e lhe aconchegarão o coração, mantendo-o quente. Por isso ele arrisca e fala de sentires, esperando não a reciprocidade dos mesmos, mas a sinceridade da resposta. E desilude-se. Questiona o que não vale a pena ser questionado, tenta compreender o incompreensível, insiste mais só mais uma vez - porque nunca se sabe se não valerá a pena - e pára. 
Agora ele promete não voltar a fazer o mesmo, consciente de que nunca cumprirá essa promessa porque dentro dele vive a inocência e a vontade de acreditar, a certeza de que tudo tem a sua razão de ser e que um dia, quando chegar altura certa, o Outono voltará a ser sorridente como ele sempre o imaginou e no coração a estação será quente, solarenga e alegre.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pois...

«Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe da, ou pelo tormento que provoca»

... O tormento.

domingo, 28 de outubro de 2012

Num dia de Outono

Ele cresceu e está diferente. A cada ano que passa um novo "eu" se apresenta ao espelho, mas a essência permanece. 
Continua a ter o Outono como a sua estação do ano preferida. Gosta particularmente da brisa fresca em tardes solarengas e das cores vivas com que se vestem as árvores. No entanto, a idade trouxe-lhe a vergonha insensata, a reserva, as coisas que hoje guarda só para si. 
É que ele, o menino feito homem, continua a acreditar em contos de fadas com finais felizes, porque de outra maneira não os consegue conceber. E «se faz sentido cá dentro não, pode estar errado».

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

E de repente...

... É como se batesse a saudade de algo que nunca tiveste. Um amor maior que anseias sentir, uma experiência eivada de loucura que te faça perder a respiração, mas que por teimosia a repetes, uma e outra vez. Mas aí ligas a música e deixaste embalar pelas batidas frenéticas desse piano, que te embalam e te deixam em recobro, até adormeceres essa falta de alguma coisa, que te faz tremer a alma.  
Infelizmente nada hiberna para sempre e tu sabes disso. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Destino...

... Pregaste-me mais uma partida e desta vez apanhaste-me distraído. Puseste-me à prova e eu falhei. 
Vê bem como me deixaste assim, confuso. Quebrei um dos meus valores mais valiosos e não sei como lidar com esta minha falha. 
Sabes, neste momento deixaste-me confuso. Que queres tu de mim afinal, Destino?
Até as forças da natureza têm pontos fracos e tu... tu sabes disso melhor que ninguém.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Depois de Quarta

Hoje falaram-me do quão caótica é a vida na capital. Da correria que por lá se faz sentir, do stress, da má disposição das pessoas e da sua falta de disponibilidade. Coisas que por estes lados não se encontram. E isso é verdade.
Disseram-me que estava a ser egoísta e que devia fazer sacrifícios, afinal isto de estar fora custa a todos de uma maneira ou de outra. O problema é que eu paguei um preço demasiado alto e, apesar de saber que a culpa não estar directamente relacionada com esta cidade (e provavelmente nem indirectamente), é facto que a culpabilizo por aquela manhã de quarta-feira, em que no espaço de um minuto tudo mudou. 
A cada dia, eu peço para que os sinais de melhoras sejam permanentes, mas acabam por se revelar miragens que depressa se desvanecem quando o ar volta a escassear. A cada noite, ao deitar, eu espero conseguir descansar o suficiente para ter condições de enfrentar o próximo dia, mas sou sempre surpreendido a meio do descanso... 

E é isto que, quem me fala do quão vantajoso pode ser estar aqui, não sabe. 
A vida na capital é de facto agitada e corrida só que para mim sempre funcionou bem assim. De tanto correr eu não tinha tempo para pensar sequer em ficar agarrado ao que fosse. Com as defesas em constante alerta, nada me conseguia derrubar e por isso também, me achava intocável. Aqui tive tempo demais, distraí-me e baixei a defesa. Agora preciso remediar o que por descuido não preveni.

sábado, 16 de junho de 2012

A dificuldade de chegar no momento presente ao nível que no passado conseguimos alcançar, deixa-nos com a tal sensação de que algo está por completar.
Um dia achei-me invencível - porque assim se faz sentir a arte dentro de quem a vive - e talvez tenha sido esse o erro.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Em modo repeat...



«And tears that fall when no one knows
When you're trying hard to be your best
Could you be a little less»


... Porque não basta ouvir uma vez uma música, para captar todas as mensagens que nela estão escondidas.
Se a música é uma obra complexa, o ser humano ainda o é mais. E para o perceber no seu todo, uma vida parece não ser suficiente. 

sábado, 28 de abril de 2012

Confusão de Sentires

Aumenta o volume e começa a sentir a música a entrar dentro de ti. Apressa os dedos, faz sofrer o teclado enquanto lhe bates com fúria, mas não deixes que um único sentimento fique por escrever, nem que nenhuma ideia te fuja.
Esquece o mundo. Lá porque ele fala de ti, não significa que tu tens de falar sobre ele.
Pára de escrever agora. Já nada faz sentido neste conjunto de ideias desarrumadas quer só tu percebes. Sente a música, sente-te a ti mesmo e esquece o resto. Neste momento só teu, nada mais importa.

terça-feira, 27 de março de 2012

A thought, on a Tuesday night

Once in a while, everybody needs some time to shut down the system and organize all the thoughts and feelings... And I have the necessity to analise myself, to realize if I've been acting on the right way.
Because sometimes it's hard to be in my place.  


Fortunately the spring always helps me to see everything in the most clear way.

terça-feira, 20 de março de 2012

De Hoje (XL)

A vida põe-nos à prova constantemente. Tal como num jogo com vários níveis, assim que completamos um desafio aparece-nos outro, igual ou ligeiramente mais complicado, que temos de ultrapassar. 
Claro que a vida, o destino, ou o que quer que lhe queiramos chamar, sabe o que faz e, melhor que nós, o que precisamos de assimilar, e nisso eu acredito. Por isso, dias como o de hoje, em que se gastam os argumentos com pessoas que não parecem capazes de os compreender, em que andamos a correr pelas horas apressadas, numa tentativa de as fazer abrandar, o saldo continua a ser positivo.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Eu não preciso que me façam massagens no ego, ele já é grande o suficiente para precisar dessas coisas. Não preciso que me digam que a tradição é importante, porque se não fizer sentido cá dentro eu não vou respeitar as regras e vou agir de acordo com o que eu sei que é certo.

sábado, 10 de março de 2012

(entre parêntesis)

Eu sei o que quero e principalmente o que não quero. E talvez seja esse o entrave. 
A dúvida é uma porta aberta para a experiência, já a certeza tranca-a e segue em direcção a um objectivo concreto.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Consideração

Há dias assim, em que quase se joga tudo para o alto. Dias em que ou se silencia a voz ou se magoa e possivelmente ofende-se quem está à nossa volta. Tudo porque é necessário questionar e pôr em causa para se ter a certeza que se está a percorrer o caminho certo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Porque coisas há que o dinheiro não paga...

... Eu ligo a música e danço
Despertando
O sentimento de algo bom que em mim nasceu e que jamais deixarei partir
Deixo que esta balada complete o que o coração discursa
Dispondo de algum tempo
Uma hora ou talvez duas
Para olhar por dentro e sentir
Cada mudança que aconteceu
Toda a sorte com a qual tenho sido contemplado
E contemplando-te, em pensamento
Num retrato bonito que hoje completas com a tua presença
E sorrio.

Mais um braço se estica, como se quisesse voar
(e o coração voa neste momento)
Rodo sobre mim mesmo fazendo do corpo um mero instrumento de transmissão
De sentires elevados ao expoente máximo
Oh! Como é poderosa esta arte que nem sequer domino!

E agradeço, com toda a inocência que em mim habita
Porque mais que de pedidos, a vida é feita de gratidão
Pela música, pelas pessoas, pelos espaços... Por tudo!
Porque coisas há que o dinheiro jamais pagará
Eu ligo a música e danço
Deixando que ela discurse em nome do coração.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012