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sábado, 28 de janeiro de 2012

Porque coisas há que o dinheiro não paga...

... Eu ligo a música e danço
Despertando
O sentimento de algo bom que em mim nasceu e que jamais deixarei partir
Deixo que esta balada complete o que o coração discursa
Dispondo de algum tempo
Uma hora ou talvez duas
Para olhar por dentro e sentir
Cada mudança que aconteceu
Toda a sorte com a qual tenho sido contemplado
E contemplando-te, em pensamento
Num retrato bonito que hoje completas com a tua presença
E sorrio.

Mais um braço se estica, como se quisesse voar
(e o coração voa neste momento)
Rodo sobre mim mesmo fazendo do corpo um mero instrumento de transmissão
De sentires elevados ao expoente máximo
Oh! Como é poderosa esta arte que nem sequer domino!

E agradeço, com toda a inocência que em mim habita
Porque mais que de pedidos, a vida é feita de gratidão
Pela música, pelas pessoas, pelos espaços... Por tudo!
Porque coisas há que o dinheiro jamais pagará
Eu ligo a música e danço
Deixando que ela discurse em nome do coração.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Amanhecer

Amanhece em mim e faz-me sentir.
Vem depressa e traz o sol luminoso e as temperaturas altas.
Traz-me o mar e a areia
Um campo verdejante,
Uma vista bonita sobre a cidade também.

Amanhece em mim e vem depressa!
Chega e instala-te à tua vontade.
Faz-me sorrir por nada e por tudo
Enche-me o peito com o que de mais precioso tiveres e não mais vás embora.

Traz-me intensidade... Mostra-me o que achas que ainda não conheço e faz-me crer que eu sempre tive razão.  Porque eu sei que tenho.

Faz o amanhecer chegar para que jamais o sol se volte a pôr.
Eu sei que tudo é possível, que não existem limites para grandes sentires
Mas mostra-me isso também
Que acreditas, que queres, que consegues aguentar este estado de graça
E que não o vais ignorar.

Vem! Já é tempo!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Cá dentro

Fecha a caixa
E deixa-me cá dentro
Vai-te embora
E esquece-te de mim
Faz de conta que o teu mundo é brilhante
Que enquanto isso eu vou abrindo uma janela
Nesta caixa
E olhando por ela, contemplando
A recordação do bonito que juntos construímos
Mas que rejeitaste
Na esperança absurda
Que da mesma maneira que saiste
Um dia voltes a entrar
Na minha vida.

Só porque afinal eu ainda sei fazer poesia.

terça-feira, 22 de março de 2011

(Dizem que me devia dedicar à poesia)

Deixa-me estar assim... Perdido.
Perdido num mundo que não é o meu
Perdido algures, onde o sonho morreu.

Deixa-me estar...

Habituar-me à dôr que em mim entrou
Sem pedir licença e levou
O brilho que mesmo em dias escuros iluminava
Contorbados caminhos,
Esses por onde passava!

Deixa-me, se não mais, sobreviver
Tentar respirar sem sentir dificuldade
Pensar que ainda me acompanho de tenra idade...

Deixa-me ao menos perceber
O motivo para a felicidade acabar!

Por cores vivas eu procuro
Qualquer que seja, que me esconda do que é escuro
Um tom leve e quente que me aqueça a máquina
Pela dôr cansada
E me traga
A  paz ansiada.

Permite, por favor, meu sorriso voltar a aparecer
Minha alma deixar de doer
E que os meus olhos voltem a reflectir a luz
Que um dia tive em mim.


(um dia, quem sabe, quando os poemas voltarem a ser sorridentes...)