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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Este Outono...

... Como tantos outros, trouxe agitação e mudança. Com os cair das folhas das árvores, caem também as esperanças trazidas pelo Verão, e as respostas que surgem continuam a ser incompletas para a complexidade das perguntas. 
É no Outono que a natureza pinta com cores fortes toda a velharia que precisa ser reciclada, destacando-a, como que numa tentativa de o avisar de onde é necessário afastar-se para evitar aguaceiros evitáveis. Mas, como sempre, nada pode ser tão linear, nada pode ser evitado por completo e, quando menos espera, lá está ele novamente a contemplar a paisagem com os olhos do coração, ignorando as cores de emergência e deixando que essas árvores de folha caduca o arrebatam com toda a sua antiguidade. 
Para ele é impossível evitar o que sente. Gosta do Outono e a cor laranja-avermelhado que se espalha no horizonte deixa-o sorridente e com a ilusão de que tudo é possível;  de que as temperaturas frescas terão o efeito inverso e lhe aconchegarão o coração, mantendo-o quente. Por isso ele arrisca e fala de sentires, esperando não a reciprocidade dos mesmos, mas a sinceridade da resposta. E desilude-se. Questiona o que não vale a pena ser questionado, tenta compreender o incompreensível, insiste mais só mais uma vez - porque nunca se sabe se não valerá a pena - e pára. 
Agora ele promete não voltar a fazer o mesmo, consciente de que nunca cumprirá essa promessa porque dentro dele vive a inocência e a vontade de acreditar, a certeza de que tudo tem a sua razão de ser e que um dia, quando chegar altura certa, o Outono voltará a ser sorridente como ele sempre o imaginou e no coração a estação será quente, solarenga e alegre.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Às vezes...

... Ser honesto traz desvantagens. 
Há até quem diga que honestidade em demasia se torna em defeito. Hoje eu percebo bem o porquê.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ignorância

Não me peçam desculpas, eu não preciso delas. Comentários e falatórios não me incomodam. 
Peçam desculpas, mas a vocês mesmos, por se darem ao luxo de serem ignorantes, tristes e mal resolvidos, ao ponto de me fazerem ter pena de vós.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Da maldade.

Quando aliada à estupidez torna-se numa bola de neve que vai consumindo quem a transporta. 
E eu continuo sem perceber como há quem pense que é feliz assim. Tenho pena dessas pessoas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Giro giro...

... É a minha mãe telefonar-me indignada depois de saber da tal notícia do rapaz do Porto cujo pai quis entregar às autoridades depois de o ter visto a entrar numa discoteca gay. É engraçado porque, enquanto eu me ri quando soube do sucedido - e não é por nada, mas eu tenho tendência para me rir do ridículo - ela revolta-se e diz-me que não percebe como é possível tal coisa acontecer nos dias que correm. A verdade é que eu também não percebo onde é que pessoas como este senhor vão buscar tanta estupidez...
Por estas e por outras é que eu sou a favor da terapia de choque, o que além de me dar um gozo enorme, ainda haveria de curar muito boa gente da sua tão intrínseca obtusidade.

Como disse uma vez o psicólogo Quintino Aires: «Se não aceitam os filhos, não prestam para ser pais.»

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Hoje...

... Confesso que fiquei meio que magoado com a falta de consideração que senti. É que se dou o meu melhor, é o melhor que espero receber...
Mas a verdade é que nem sempre isso acontece.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Desafiam-me a escrever...

... E é este o resultado:

No mundo em que vivemos não me lembro que, em algum ponto da história de que tenho conhecimento, houvesse uma fracção de tempo em que a injustiça, desigualdade e ignorância não estivessem presentes.. E o mais irónico disto tudo é que quanto mais a ciência evolui mais estes problemas se agravam. É como se o Homem se estivesse a transformar numa máquina idiota sem menor capacidade de sentir ou raciocinar. Arrisco mesmo a dizer que o crescente avanço tecnológico é proporcional à ignorância da população.
Para começar, nem preciso ir muito longe, basta olhar para o nosso próprio país. É de meu conhecimento que toda a criança tem direito a um lar estável onde possa ser amada e aducada, no entanto são mais que muitos os casos em que tal não acontece, tudo por preconceito e ignorância, tanto dos governantes, como da população em geral, que preferem deixá-las em instituições que por muito boa vontade que tenham as pessoas que lá trabalham, nunca, jamais, poderão substituir o que uma família pode dar. Falo da adopção por casais em que ambos os parceiros são do mesmo sexo.
Engraçado que ter um agregado familiar desiquilibrado, onde um dos membros (ou mais) é alcoólico, toxicodependente, autor de maus tratos, entre outras coisas, não tem problema, porém uma criança ter dois pais ou duas mães é que não pode ser. E porquê? Por todo um conjunto de ideias e crenças que não fazem o menor sentido.
A homossexualidade não é algo que se escolha ou possa ser ensinado. Acontece, e devia ser tão banal quanto um dia de calor em pleno Verão.

Outra coisa que não percebo é a desigualdade de bens essenciais que existe neste mundo. Não é justo e não faz o menor sentido que enquanto milhões de pessoas morrem de fome e de doenças cujo avanço da medicina permite curar, os mais afortunados andem como se tivessem palas nos olhos, fazendo de conta que não vêm o que se passa em seu redor. Enquanto os EUA continuam a gastar dinheiro, insistindo numa vingança que só causa mais violência e consequentes mortes, a população africana continua a carecer de bens de primeira necessidade e a morrer por isso.
Que mundo é este onde me encontro? Que pessoas são estas que se dizem civilizadas mas que agem como autênticos selvagens?
Dizem os conformados que sozinhos não conseguem mudar o mundo... Acontece que se cada um de nós fizesse algo, por mais pequeno que o gesto fosse, ele seria concerteza um lugar bem mais bonito de se viver.


E de repente dou-me conta que apesar de gostar muito das ciências, são as artes que me fazem sentir vivo. E a escrita é apenas uma dessas artes.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Hoje...

... Acho que saí revoltado do intensivo. Lusíadas e Mensagem deixam-me revoltado. É que o Português é acomodado e não é de hoje. Acho que tantas descobertas há centenas de anos atrás insuflou de tal maneira o ego destes pobres coitados que agora se deixam estar encostados às glórias do passado. [Mas desde quando é que maltratar pessoas e roubar-lhes o que dá jeito é gloriso? Adiante!]
E quem levou com a minha revolta? A amiga. É que ela não sabe, mas eu fico passado sempre que há confusões com as pessoas de quem gosto. E esta resolve-se, claro! Eu é que hoje estou assim, revoltado!

Hoje estou num daqueles dias em que nem santo me cala! lol

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ouvi dizer...

... Que anda por aí um video de duas raparigas a bater numa outra e só não percebi uma coisa: quem filmou não devia ter ajudado a parar a luta em vez de estar a gravar para pôr o video na internet?
A humanidade é de facto muito estranha...

E eu ainda me choco com as coisas que esta gente faz... não devia.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Só não percebo uma coisa:

Como é que há gente que faz o mal que faz e ainda consegue dormir à noite. Esquecem-se que isto tudo se baseia em ciclos e o que se dá hoje recebe-se amanhã, em dobro.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Eu estou naquela fase...

... Em que para mim é tudo muito normal. Quer dizer tudo o que não envolva estupidez, preconceito e coisas afins. Por isso sempre que algo do género se aproxima de mim é de imediato enviado de volta para onde veio. Como eu costumo dizer, estou velho, cansado e sem paciência para gente ignorante. E ainda só passaram vinte e três Outonos. Nada que espante quem me conhece, tendo em conta o meu histórico percurso enquanto «pioneiro de revoltas».  Mas adiante...

Hoje encontrei isto algures na rede e depois de me rir, tive vontade de aplaudir o psicólogo que respondeu de maneira tão clara à dúvida desta mãe.
(clicar na imagem para ler)

E eu não gosto de rótulos e nunca me auto-designo do que for. Gosto do que gosto e ponto final, mas ainda há quem goste de dar nome a tudo, vá-se lá saber porquê...

domingo, 3 de abril de 2011

Homens...

Tendo em conta que eu sou o único neste planeta que não sofre de nenhum disturbio grave, vou casar comigo mesmo, afinal eu sei cozinhar, lavar, passar, sou inteligente, bom ouvinte e mais todo um conjunto de outras qualidades que não vale apena referir aqui.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Deixa andar! - Diz ela.

Pois claro, e viva a política do deixa andar! É que a coisa até pode estar pouco simpática, mas como mudar dá trabalho, deixa-se andar. Depois queixam-se e vão para a rua apelidar-se de «geração à rasca»... Olha que é preciso ter lata!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O medo...

... esse grande filho da puta, que te impede de fazeres o que realmente te faz feliz. Queria tanto que conseguisses ultrapassar isso... É que eu sei o que se passa, mesmo que não o digas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Lógico

Qualquer pessoa a quem saia a sorte grande, agradece e reclama o prémio. Já ele prefere deitar fora o bilhete premiado.

E depois dizem que a vida é complicada... Não! As pessoas é que a complicam!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Coisas que me dizem: (3)

«... Eu conheço casais que terminam antes dos exames e depois voltam.»


Isto não é normal! Está tudo louco só pode!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

04:58 am

Às vezes é preciso mesmo levar umas sacudidelas da vida para se conseguir subir mais um degrau. Eu Já levei bastantes... E talvez por isso tenha esta mania de mostrar alternativas aos caminhos mais complicados, com o objectivo de proteger, mesmo quem não quer ser protegido.
Acho que vou ter de me convencer que não vale apena dar murros em ponta de faca. Afinal só se dá o devido valor às coisas quando, de alguma maneira, se sente na pele as dores da evolução.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

[Reticências]

E eu vou cantando, por toda a casa, que até há umas horas atrás estava cheia de sorrisos, amor e abraços. Vou cantando, na esperança de espantar a saudade, que ainda não tinhas partido,  já começava a apertar a máquina que insiste em não se habituar a despedidas.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pensamento:

Às vezes gostava de ser um idiota chapado.
Daqueles que diz que sim a tudo e que acha sempre tudo muito bonito. Dos que não têm neurónios, ou se têm não os  usam, e que desconhecem o significado da expressão vontade própria.
De vez em quando gostava! É que só sendo idiota para conseguir aceitar e perceber (se é que idiota tem capacidade para perceber seja o que for) determinadas coisas...