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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pois...

«Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe da, ou pelo tormento que provoca»

... O tormento.

domingo, 28 de outubro de 2012

Num dia de Outono

Ele cresceu e está diferente. A cada ano que passa um novo "eu" se apresenta ao espelho, mas a essência permanece. 
Continua a ter o Outono como a sua estação do ano preferida. Gosta particularmente da brisa fresca em tardes solarengas e das cores vivas com que se vestem as árvores. No entanto, a idade trouxe-lhe a vergonha insensata, a reserva, as coisas que hoje guarda só para si. 
É que ele, o menino feito homem, continua a acreditar em contos de fadas com finais felizes, porque de outra maneira não os consegue conceber. E «se faz sentido cá dentro não, pode estar errado».

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

E de repente...

... É como se batesse a saudade de algo que nunca tiveste. Um amor maior que anseias sentir, uma experiência eivada de loucura que te faça perder a respiração, mas que por teimosia a repetes, uma e outra vez. Mas aí ligas a música e deixaste embalar pelas batidas frenéticas desse piano, que te embalam e te deixam em recobro, até adormeceres essa falta de alguma coisa, que te faz tremer a alma.  
Infelizmente nada hiberna para sempre e tu sabes disso. 

sábado, 6 de outubro de 2012

Ignorar é fácil...



«Braindead from boredom
I'm led to distraction
Scratching the surface of life
Nothing really happens
But it's easy to keep busy
When you tell yourself you're traveling right»

Gotye - Easy Way Out
 ... Deixar para trás não.

sábado, 29 de setembro de 2012

Se...

... Lavar, passar, limpar, cozinhar e ainda estudar não é ser super-homem, então não sei o que será.

domingo, 23 de setembro de 2012

Efémero é, efémero foi.

Recordar momentos felizes? O engano está aí mesmo. Não se recorda o efémero, pelo contrário: arruma-mo-lo numa gaveta trancada a sete chaves. 
Recordar o efémero é trazer para o presente a ilusão de um passado de partilha e cumplicidade, de sorrisos que a certa altura pareceram cimentar algo que afinal nunca existiu. 
De todos os crimes, cometi o mais grave: permanecer fiel a mim mesmo. 

domingo, 9 de setembro de 2012

Aqui...

... Onde ninguém me ouve, posso falar de ansiedade. Posso confessar que o coração anda descompassado, num ritmo que não consigo perceber se acelerou ou abrandou. Amanhã tudo se decide e eu preciso desta mudança, tanto quanto há um ano atrás precisava da que me foi oferecida. 

Amanhã será, sem dúvida, o grande dia e o começo de mais uma nova fase.