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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dela

Errar uma vez é humano. Cometer o mesmo erro vezes sem conta é idiotice.
Por mais compreensível que seja, contentarmo-nos com algo que sabemos que está errado roça a estupidez, sejam quais forem as circunstâncias. Elas dificultam, é um facto, mas não nos tiram a força que nos faz capazes de virar tudo do avesso e arrumar as coisas nos lugares certos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Saudade...

... De trabalhar e dos sorrisos que isso me trouxe, de conduzir em dias de sol com o vento a despentear-me o cabelo, de ir até à praia a qualquer hora, de me sentir... 
... senhor do meu nariz como sempre fui.

Às vezes...

... apetece-me socar algumas pessoas, mas contenho-me. «Tens de ser tolerante», penso. Só que depois voltam a dizer uma daquelas coisas 'poucochinhas' e... «que se lixe a tolerância!!!»

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Da voz interior

O problema está precisamente em ignorá-la.
E agora, mais uma vez, é tempo de recomeçar.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Coisa há que não se explicam...

... E esta certeza de que vai tudo correr bem é uma delas.
De pé, bem fime e com a força de uma rocha, nada parece demasiado complicado quando a voz interior nos diz "avança!"

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Agora percebo...

... Quando um dia me disseram que nesta coisa do amor são precisos vários 'cliques'. Afinal amar é isto mesmo, apaixonarmo-nos pela mesma pessoa uma e outra vez.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Este Outono...

... Como tantos outros, trouxe agitação e mudança. Com os cair das folhas das árvores, caem também as esperanças trazidas pelo Verão, e as respostas que surgem continuam a ser incompletas para a complexidade das perguntas. 
É no Outono que a natureza pinta com cores fortes toda a velharia que precisa ser reciclada, destacando-a, como que numa tentativa de o avisar de onde é necessário afastar-se para evitar aguaceiros evitáveis. Mas, como sempre, nada pode ser tão linear, nada pode ser evitado por completo e, quando menos espera, lá está ele novamente a contemplar a paisagem com os olhos do coração, ignorando as cores de emergência e deixando que essas árvores de folha caduca o arrebatam com toda a sua antiguidade. 
Para ele é impossível evitar o que sente. Gosta do Outono e a cor laranja-avermelhado que se espalha no horizonte deixa-o sorridente e com a ilusão de que tudo é possível;  de que as temperaturas frescas terão o efeito inverso e lhe aconchegarão o coração, mantendo-o quente. Por isso ele arrisca e fala de sentires, esperando não a reciprocidade dos mesmos, mas a sinceridade da resposta. E desilude-se. Questiona o que não vale a pena ser questionado, tenta compreender o incompreensível, insiste mais só mais uma vez - porque nunca se sabe se não valerá a pena - e pára. 
Agora ele promete não voltar a fazer o mesmo, consciente de que nunca cumprirá essa promessa porque dentro dele vive a inocência e a vontade de acreditar, a certeza de que tudo tem a sua razão de ser e que um dia, quando chegar altura certa, o Outono voltará a ser sorridente como ele sempre o imaginou e no coração a estação será quente, solarenga e alegre.